Pois é os textos vão nascendo, vão acontecendo e eu vou só escrevendo a partir do que observo durante o dia, a semana enfim, os dias que se sucedem.
Quando as aulas da UFMA começam ou terminam inicia-se um fenômeno que nenhuma as ciências sociais ainda não se debruçaram para tentar interpretar (com exceção da Sociologia/Antropologia que já discutiu um dos aspectos desse fenômeno ganhando inclusive prêmio por conta!).Talvez quem esteja melhor habilitado para estudar e questioná-lo seria a Física Quântica (meu conhecimento acerca dessa ciência se baseia principalmente na leitura da revista Scientific American), posto que, nem a Física clássica explica já que observa que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. Mas antes, o efeito descritivo faz-se necessário para observar o fenômeno.
Recapitulando, ao entrar ou sair da UFMA (o processo é, na verdade, bem mais extenso, começando desde o momento que se põe o nariz na porta de casa!), começa algo que pode ser migração ou suplício. Verdadeiras ordas de estudantes andando até o COLUN, o Paulo Freyre, o ponto final do Campus, na expectativa de quê, quando chegarem a adentrar no ônibus, pelo menos consigam se segurar dentro do mesmo, peguem um coletivo menos cheio, por que vazio se tornou um conceito obsoleto dentro do ônibus do campus.
Coletivo, como já mencionado, não consegue mensurar o que ocorre dentro desse percurso da UFMA ao Centro da cidade de São Luis. Amizades, intimidades, são criadas dentro desse espaço, já que ficamos completamente espremidos dentro do mesmo. Certo dia o ônibus ia tão cheio e sem lugar para segura que acabei caindo praticamente no colo de um rapaz de Filosofia. Ficamos colegas, a partir daí, principalmente quando comentei que, o motorista como estava dirigindo, forçava uma intimidade entre os passageiros que, talvez, nem nós mesmos quiséssemos. Não havia possibilidade nem de um chopp ou um café e uma conversa antes da gente está tão próximos, ele educadamente riu e eu me apresentei pra não ficar chata a história a que ele pode contar para os seus filhos e netos.
Isso não é exclusividade do Campus, toda a cidade se vê nesse caos do transporte coletivo. As ruas cheias de carros, esgoto e buracos. Os motoristas e principalmente, os passageiros vendo-se obrigados a andar por ruas intrafegavéis. E isso só pra falar do deslocamento. E os benditos DJ's do ônibus e seus MP4, seus telefones, suas caixas do Ching-ling, tocando reggae, tecno brega, brega, forró, rap... E tantos outros ritmos musicais. Nada contra você gostar de um determinado tipo de música, muito menos de ouví-lo, afinal, o ouvido é seu e o gosto idem. Mas forçar um coletivo com 42 lugares sentados e 36 em pé (esssa informação é retirada do próprio coletivo, mas nós sabemos que andam muito mais pessoas dentro de um ônibus!) é uma puta falta de sacanagem, como diria o Emmo revoltado por conta do cancelamento do show do Restart em Porto Alegre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário