sábado, 21 de maio de 2011

OLHOS DE COBIÇA: a coisificação do ser humano.

Em um mundo, uma existência, em que todos passam seus dias dentro da lógica do consumo, na lógica do ter-para-ser (e se você acredita estar imune a isso, faça um exercício de reflexão acerca do que você tem, do que você quer e principalmente, da necessidade de possuir essas coisas, então você perceberá que, "está plugado" como todo mundo aqui!). Dentre todas essas lógicas, o mecanismo principal utilizado é o desejo, a cobiça, para muitos intríseca ao próprio ser humano.

Os olhos começam que, por mágica, a ter vida e a dominar todos os sentidos. Seu corpo obedece somente aquilo que vê, que toca e que, por conseguinte, acredita concretamente que sente também. Mas esse órgão, talvez, seja o que menos sente e por isso domina os demais. Ainda existem aqueles cujo gosto, para muitos seria peculiar, para não dizer exótico ou até mesmo esdrúxulo.

Os meus, por exemplo, cobiçam a tudo e a todos, estão completamente inseridos, mesmo míopes, na lógica do mercado. Esses todos inserem todos mesmo, apesar de consumir somente os indivíduos do sexo masculino, isso não me impede, nem nunca me impediu de observar uma bela mulher. Mas eles perseguem a quase todo indivíduo e como minha imaginação é demasiadamente fértil, quase sempre o consumo ali mesmo, sem o próprio nem se dar conta e ainda o olho daquela forma. "- Foi bom pra você?" O gosto, assim como tudo que possa ser inerente ao ser humano, é subjetivo. Portanto, os meus são resultado de toda a carga de subjetividade que constitui o meu eu.

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