Ajudem com o título, por que eu também não pensei nisso!
Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é só coincidência!
CAPITULO 1
Era
noite em São Luis!
Como
todo período de inverno, chovia muito, sentia-se o cheiro de terra molhada no
ar, propiciado pela areia que ficava depositada entre as frestas dos paralelipípedos. Era uma das vantagens e desvantagens de morar no Centro da
cidade: o calçamento de paralepípedo.
Ele
olhava através da janela os pingos da chuva molhando os telhados com estilo colonial.
Dias de chuva eram sempre úmidos. Em especial para ele, esses dias sempre
traziam uma sensação ruim, de solidão e tristeza. O silêncio que vinha da casa
foi quebrado quando ouviu um apito: era a chaleira. Nada melhor do que um chá
quente para espantar o frio do inverno.
Tomar
chá tornou-se um habito para ele, desde que começou seu relacionamento com Tayná.
Ela adorava tomar chá com biscoitos quando chovia e ele adorava agradá-la.
Enquanto preparava seu chá lembrou-se de como a tinha conhecido: Era Março e
como chovia!
Apesar
de chover todo santo ano na cidade, as pessoas ainda teimavam em não sair com
seu equipamento e segurança nesse período: um bom guarda-chuva. E ele não era
diferente, havia-o esquecido na Biblioteca Pública Benedito Leite, provavelmente estava no guarda-volumes saíra com tanta pressa que nem ao menos se lembrou dele, mas a culpa também era do tempo, pensava, afinal quando saiu à
porta da BPBL, o sol estava ali, a mostra. No entanto, quando começou a
caminhar, cruzando a Praça do Panteon, atravessando a Rua Rio Branco, até a
Praça Deodoro, descendo para a Rua do Sol. O tempo então mudou, começou a
nublar e antes que houvesse avistado a livraria, o temporal desabou. Chegou
quase encharcado dentro da Livraria Athena e sem levantar a vista percebeu que
esbarrara em alguém, instintivamente ele disse:
_
Desculpe, eu não lhe vi! Perdoe-me. – Ao levantar os olhos para a pessoa com a
qual havia dado o “encontrão”, enquanto a segurava para que ambos não caíssem,
tamanha força do contato viu uma bela mulher. Sua pele amendoada, olhos e
cabelos pretos, esses amarrados em um coque bem alinhado. Suas belas mãos,
finas e delicadas, seu corpo esguio, seu belo porte, o deixaram naquele
instante extasiado, saiu de nossa realidade, só percebia ela no ambiente, mas
foi tirado de seu transe, por uma voz doce, suave, no entanto firme, dizendo:
_
O senhor é louco? Acaso não me viu aqui? Poderia ter-me machucado sério, sabia?
– Olhava ela para ele indignada.
_
Desculpe-me novamente. A culpa é da chuva, ela veio sem aviso, corri para me
abrigar! – Ele disse. _ Prazer, meu nome é Carlos! – Rindo, meio sem graça pelo
acontecido e estendendo-lhe a mão.
Ela
olhou para sua mão e para seu rosto e um pouco reticente apertou-lhe a mão
dizendo: _ Não sei é um prazer para o senhor, mas levar esbarrões não fazem
parte do meu itinerário. Meu nome é Tayná.
_
Você gosta de música? – Ele perguntou.
_
Não, não gosto, na verdade eu amo música, estudo Violão Celo na Escola de Música, lá na Praia Grande. Conhece?
_
Sim conheço. Moro por aqui, conheço tudo nesses arredores. Do Monte Castelo à
Praia Grande...
_
Mas porque me perguntou? Como percebeu que eu “gostava” de música? – Ela disse.
_
Pelo caderno em sua mão. E pelo livro na outra. Se interessa pela História da
Música Erudita?
_
Sim. E o Senhor? – Ela rebateu.
_
Um pouco. Prefiro, na verdade, Roberto Carlos. Sofro até um preconceito por
isso. – Ele disse.
Era
a primeira que vez riam. E ao ouvir seu sorriso, ele se encantou mais ainda por
ela.
_
Bem, acho que devo me redimir com você. E para isso eu vou pagar seu livro,
está bem? – Ele disse.
_
Desculpe, mas não posso aceitar. – Ela respondeu.
_
Por favor, não vou conseguir me sentir bem se eu não puder fazer esse gesto de
boa vontade. Além do mais também vim comprar um livro, então...?
_
Tudo bem então, mas só pra ver se você me deixa em paz! – Ela disse sutilmente,
soltando outro sorriso.
_
Psiu!!! – Ele chamou a atendente. _ Querida, bom dia. Você poderia me dizer me
minha encomenda já chegou. – Dizendo isso, ele passou um pedaço de papel para
ela, que prontamente, sorriu e acenou com a cabeça, dizendo: _ Vou verificar, só
um instante. – Disse ela se afastando. Dali a alguns instantes, a atendente
trouxe alguns livros, colocando-os sobre a mesa. Logo começou a fazer o calculo,
dizendo:
_
São R$ 250,00.
_
Coloca mais esse – tirando o livro das mão da mulher a sua frente – E passa no
cartão, muito obrigado. – Disse ele retirando um cartão de crédito da carteira
e entregando à atendente.
Enquanto
a atendente se afastava, os dois ficaram em silêncio. Ela se encaminhou a seção
de Artes, observando os livros atentamente. Pela primeira vez, dentro daquela
livraria ele não iria fazer um tour
pelas estantes. Tinha algo melhor pra olhar do que os livros. Ele foi se
aproximando dela e começou a puxar assunto enquanto fingia se interessar por um
livro qualquer que ele retirou da estante.
_
Depois daqui você vai fazer o quê? – Ele perguntou.
_
Vou encontrar com uma amiga que trabalha no Museu aqui em baixo e vamos juntas
almoçar. Isso se a chuva para não é? Afinal, por causa da chuva alguém pode me
dar uma outra ombrada, não é mesmo? – Disse ela, ironizando.
_
Eu posso me convidar para esse almoço? – Ele falou. Era a primeira vez que ele
dava uma de oferecido.
_
Bem, você pode até ir. Mas eu não vou pagar o seu almoço, viu? Nós vamos
almoçar lá na Praia Grande, em frente a Padaria do francês, sabe onde fica? –
Ela perguntou.
_
Sim, eu sei. Vou descer com você e lhe faço companhia até o Museu, está bem? –
Nesse momento, a atendente veio com duas sacolas, entregam a ele, junto com a
nota e o cartão. Ele sorri, agradecendo.
Ele
põe a mão nas suas costas, sentindo sua pele ligeiramente fria sob a blusa de
alça cinza com uma rendinha no decote. Sentiu-se indelicado, mas não pode
deixar de notar seu colo, era muito bonito. Foi absorvido novamente por ela,
não percebendo que estavam andando em direção ao Museu Histórico e Artístico do
Maranhão.
Ao
chegar em frente ao MHAM foi trazido de volta à Terra por uma voz conhecida
que, ao vê-lo, sorriu dizendo:
_
Carlos, a quanto tempo, heim? – Ela falou.
_
Cris? Não pode ser. É você mesma? – Ele Exclamou.
Em Breve... CAPÍTULO 2!
Muito bem! Gostei! Depois arrumaremos alguns detalhes. Faço a revisão pra ti.
ResponderExcluirBeijocas